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Cardiologista orienta sobre prevenção a doenças cardíacas e vasculares no inverno

Por: Girlane Rodrigues – Foto: Secretaria de Saúde / Divulgação – PMCG

O período de inverno, com as temperaturas mais baixas e o clima seco, costuma ser um cenário para prevalência de doença arterial coronariana. Essa relação tem a ver com um estreitamento dos vasos sanguíneos, chamado de vasoconstrição, como explica o médico cardiologista Eduardo Abi-Kair.

“A vasoconstrição exige uma resposta mais significativa do coração para manter o fluxo sanguíneo, além de controlar a temperatura e a pressão arterial. Portanto, a população deve se atentar a uma rotina favorável para o pleno funcionamento cardíaco nesta época”, explicou o médico.

O especialista atua no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Geral de Guarus (HGG) e destaca que os principais sintomas apresentados são dor, queda da temperatura corporal e dificuldade para caminhar por conta da menor entrega de oxigênio às áreas periféricas do corpo.

Segundo Eduardo, o combate à doença cardíaca deve ser diário. “As doenças coronárias mutilam e agridem o músculo cardíaco aos poucos e os efeitos vão se acumulando ao longo da vida do paciente, como um copo que vai enchendo com gotas até derramar. O tempo frio é um agravante”, citou.

Ele orienta uma dieta para controle da glicemia, que é a taxa de açúcar no sangue, além da prática de atividades físicas diariamente, a adequada ingestão de água e o aquecimento corporal, principalmente dos pés e das mãos.

Atenção aos diabéticos

De acordo com o cardiologista, as doenças cardíacas e o diabetes caminham juntos. “O diabético tem sua área periférica mal perfundida por conta da complicação vascular da doença. Isso significa que os pés recebem menos oxigênio e nutrientes do sistema circulatório. O paciente também costuma perder a sensibilidade nessa região. Para evitar agravamentos, ele e os familiares devem redobrar a atenção”, alertou o profissional.

Para o médico, o diabético deve aumentar a higiene dos pés, o que deve vir acompanhado de uma boa análise visual do local por causa da perda de sensibilidade. “Os pés podem estar sofrendo microlesões que se tornam imperceptíveis ao paciente. Por isso é importante olhar para os pés para se certificar de que não há nenhuma anormalidade. Os parentes devem ajudar nesses procedimentos porque muitas vezes o diabético também tem a visão comprometida pela doença. Qualquer pedrinha no sapato ou nas meias pode gerar esses pequenos traumas que podem se tornar porta de entrada para infecções”, observou o médico.

Para evitar agravos nesta época de inverno, o diabético também deve controlar a alimentação, fazer atividade física regular para aumentar a vascularização ao longo do tempo, controlar pressão arterial, aumentar ingestão de água, não se expor a infecções respiratórias, evitando ficar em ambientes confinados, além de manter as extremidades aquecidas.

Inverno — A estação começou no dia 21 de junho e termina no dia 22 de setembro, com a chegada da primavera.

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